Evidências Covid 19

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Estratégias mais adequadas e efetivas para conscientizar a população sobre COVID-19 são necessárias?

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Estratégias mais efetivas são requeridas para fortalecer a consciência pública da COVID-19: Evidência das Tendências do Google

DIAS, Elaine

HU, D. ; et al. More effective strategies are required to strengthen public awareness of COVID-19: Evidence from Google Trends. J. Glob. Health., v. 10, n. 1, p. 011003,  Jun. 2020. Doi:10.7189/jogh.10.011003. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32373339/

Nas últimas duas décadas, com o aumento da disponibilidade e do uso da Internet, as pessoas obtêm informações principalmente por meio desse novo método alternativo. O Google é o mecanismo de pesquisa mais popular e possui o Google Trends, um site que analisa a popularidade de termos de pesquisa em todo mundo. Desde que o Google Trends se tornou disponível ao público, ele foi implementado para examinar vários padrões de classificação temporal de algumas questões relacionadas à saúde e para investigar a conscientização do público sobre essas doenças.

Com o interesse do público sobre medidas preventivas para a Covid-19, os autores examinaram a busca global por COVID-19 usando o Google Trends. Na pesquisa os investigadores recuperaram dados de consulta pública para os termos de “2019-nCoV + SARS-CoV-2 + novel coronavirus + new coronavirus + COVID-19 + Corona Virus Disease 2019”, entre 31 de dezembro de 2019 e 24 de fevereiro de 2020, em seis principais países de língua inglesa, incluindo os EUA, Reino Unido, Canadá, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia.

O surto de COVID-19 começou no final de dezembro, no inverno, que também é a estação em que os vírus da gripe atingem o pico. Semelhantemente aos sintomas da gripe, os pacientes confirmados com COVID-19 apresentam febre, tosse e mialgia ou fadiga, alguns têm dor de cabeça e diarreia. Portanto, a maioria das pessoas pesquisou o termo “sintomas do coronavírus” no Google, com medo de ser infectada pelo SARS-CoV-2.

A análise da série dinâmica demonstra a tendência geral de mudança do volume relativo de pesquisa para o tópico COVID-19. Foram realizadas comparações entre os países e também a correlação entre os volumes de pesquisa diários sobre o tópico relacionado a COVID-19 e o número diário de pessoas infectadas.

O estudo demonstrou um aumento da tendência geral de pesquisa em relação a COVID-19 no período inicial do tempo de observação, alcançando o ápice por volta de 31 de janeiro de 2020 na maioria dos países. A duração da atenção do público sobre a doença nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá foi maior do que na Irlanda e na Nova Zelândia. Os resultados também sugerem que o resultado de busca para o tópico COVID-19 na maioria dos países foi ligeiramente correlacionado positivamente com o número de pacientes infectados com a COVID-19 na China e com casos confirmados em outros países.

Além disso, dados recuperados dos EUA, Reino Unido, Canadá e Austrália pelo Google Trends mostram que pessoas de diferentes países também tinham um interesse comum nos “sintomas do coronavírus”.

Os termos mais pesquisados ​​nos EUA, Reino Unido, Canadá e Nova Zelândia foram “coronavirus nova york”, “coronavirus uk”, “coronavirus canada” e “coronavirus new zealand”, respectivamente, demonstrando que as pessoas se preocuparam mais com a epidemia da COVID-19 nos seus próprios países.

A correlação entre os volumes de pesquisa diários relacionados a COVID-19 com o número diário de casos confirmados na China e o número total diário de pessoas infectadas com SARS-CoV-2 em outros países (além da China) foi ligeiramente correlacionada positivamente. Isso sugere que a consciência pública sobre a COVID-19 não foi forte o suficiente. Assim, os autores destacam que medidas mais eficazes devem ser tomadas para fortalecer a divulgação adequada de informações sobre a doença a fim de aumentar a consciência pública e, dessa forma, tentar controlar a disseminação da COVID-19 em todo o mundo.

Qual a tendência infodemiológica na Internet sobre perda de olfato durante a epidemia de COVID-19 ?

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Prevendo a Incidência da COVID-19 Usando Anosmia e outros Sintomas

MONT'ALVÃO, Cláudia

PANUGANTI, B. A. et al. Predicting COVID-19 Incidence Using Anosmia and Other COVID-19 Symptomatology: Preliminary Analysis Using Google and Twitter. Otolaryngology–Head and Neck Surgery., v. 16 , n. 3,  p. 491-497, Sep. 2020. DOI: 10.1177/0194599820932128. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32484425

O objetivo do artigo, a partir de um estudo observacional retrospectivo, é determinar as correlações entre as tendências dos usuários (user trends) do Twitter e do Google Search sobre a perda de olfato durante a incidência da COVID-19 nos Estados Unidos, em comparação com outras doenças em vias respiratórias agudas graves.

De forma introdutória, os autores apontam o papel da mídia durante a difusão da informação sobre a perda de olfato e sua associação com o coronavírus 2 (SARS-CoV-2). Citam um estudo realizado com 237 pacientes, onde os médicos foram entrevistados sobre a sintomatologia do coronavírus 2019 (COVID-19) a partir da Ferramenta de Relatório de Anosmia (Anosmia Reporting Tool), desenvolvida pela Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (American Academy of Otolaryngology–Head and Neck Surgery). Como resultado, 73% dos pacientes reportaram anosmia antes do diagnóstico de COVID-19, e 26,6% reportaram a perda do olfato como um sintoma indicativo da doença.

A partir da necessidade de informações epidemiológicas em tempo real, as mídias sociais e o comportamento do usuário na Internet mostraram-se adequadas para a alocação de recursos relacionados à COVID-19 e a estratégias de mitigação.

Nesse estudo, os autores apresentam seus achados sobre uma análise preliminar de exploração infodemiológica, sobre a incidência de COVID-19 e sua relação com a múltiplas tendências de usuários em fórum online. Especificamente, os pesquisadores buscaram: 1) investigar os ‘tweets’ do Twitter, como uma alternativa ou de forma conjunta com o Google Trends (Tendências do Google), para entender padrões de incidência; 2) elucidar o valor infodemiológico das buscas no Google e no Twitter, comparando a perda ou não de olfato como sintoma de COVID-19; e 3) compreender a influência da mídia, como uma tendência infodemiológica relativa à perda do olfato.

Como resultado, os pesquisadores verificaram as buscas no Google e a frequência de tweets relacionadas aos sintomas de perda ou não do olfato, no período de 1 de janeiro a 8 de abril de 2020, utilizando o Google Trends e Crimson Hexagon, respectivamente.

Os coeficientes de Spearman relacionaram cada uma dessas tendências para comparação. As correlações obtidas após a exclusão de um curto período (22 a 24 de março) correspondem a uma ampla divulgação da mídia sobre anosmia como sintoma de infeção.

As buscas no Google e nos tweets sobre os sintomas não relacionados a perda de olfato (0.744 e 0.761, respectivamente) e COVID-19 (0.899 e 0.848) estão mais relacionadas com a incidência da doença do que a perda de olfato (0.564 e 0.539).

Os usuários de Twitter tuitaram sobre a perda de olfato durante o período de estudo, sendo a maioria mulheres (52%), enquanto que usuários tuitaram sobre a COVID-19 (49%). As frequências de Twitter e Google Search sobre a perda de olfato aumentou significativamente (desvio padrão de 2,5) a partir da ampla publicação na mídia sobre a relação desse sintoma com a infecção por SARS-CoV-2

As frequências no Google Search e no Twitter sobre ‘febre’ e ‘respiração curta’ são indicadores mais robustos da incidência de COVID-19 do que anosmia. Os meios de comunicação de massa representam fatores importantes para a confusão de informações e devem ser considerados em an

Como detectar precocemente a pandemia?

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Detectando Sinais Precoces da Pandemia Global por COVID-19 pela Densidade de Rede na Saúde Pública

DIAS, Elaine Cristina

Chu AMY; Tiwari A; So MKP. Detecting Early Signals of COVID-19 Global Pandemic from Network Density [published online ahead of print, 2020 May 28]. J Travel Med, may. 2020. DOI: 10.1093/jtm/taaa084. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32463088/

O estudo apresenta uma nova utilização da análise de redes na saúde pública através de um método de avaliação quantitativa para o risco de pandemia da COVID-19. Os autores analisaram a densidade da rede entre países, para identificar sinais precoces de risco de pandemia e também para acompanhar a evolução do risco de pandemia por meio do grau de conexão.

Usando os dados dos relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS), os autores examinaram a conexão entre dois países em um momento específico t”, calculando sua correlação de mudanças no número de casos confirmados de COVID-19 nos últimos 14 dias (ou seja, os dias selecionados incluem o dia de realização da análise e seus 13 dias anteriores). Se a correlação das mudanças no número de casos confirmados entre dois países fosse maior que 0,5, esses dois países eram considerados conectados, formando uma conexão em uma rede pandêmica.

O método utilizado no estudo se difere dos métodos que utilizam dados de mobilidade humana. O método de analisar densidade da rede avalia a conexão das alterações de casos confirmados entre diferentes países, para avaliar o risco de pandemia.

No estudo, os autores calcularam a proporção do número de conexões existente com relação ao máximo possível de conexões entre países. Em outras palavras, quanto maior a densidade da rede, maior a tendência do número de casos confirmados de COVID-19 dos países aumentarem juntos, indicando um risco pandêmico crescente.

Foram identificados dois picos acentuados no gráfico de séries temporais da densidade da rede, sendo o primeiro no final de fevereiro, duas semanas antes da OMS declarar a COVID-19 uma pandemia global.

O estudo demonstrou que a análise da densidade da rede pode prever riscos de pandemia. Nesta pesquisa, a análise da densidade de rede forneceu evidências necessárias para sinalizar um surto de COVID-19 no início de fevereiro 2020, antes de ter sido declarada como pandemia global. Os autores sugerem que o método apresentado no estudo pode ser aplicável para detectar sinais de alerta precoces em relação a outras pandemias.