Evidências Covid 19

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Como as ordens de ficar em casa pela COVID-19 podem afetar a busca de informação sobre saúde mental?

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Achatando a curva de saúde mental: as ordens de ficar em casa pela COVID-19 estão associadas a alterações no comportamento de buscas sobre saúde mental nos Estados Unidos

BERMUDES, Priscilla Mara

JACOBSON, Nicholas C.; et al. Flattening the mental health curve: COVID-19 stay-at-home orders are associated with alterations in mental health search behavior in the United States. JMIR Mental Health, v. 7, n. 6, e19347, Jun. 2020. DOI: 10.2196/19347. Disponível em: https://mental.jmir.org/2020/6/e19347/

O presente artigo trata sobre o achatamento da curva de saúde mental nos Estados Unidos, tendo como objetivo examinar como as ordens de ficar em casa devido à COVID-19 produziram mudanças diferenciais nos sintomas de saúde mental, usando consultas de pesquisa na Internet em escala nacional.

A disseminação rápida e amplamente descontrolada da COVID-19 impactou todas as facetas da vida americana, exigindo mudanças dramáticas no comportamento social e profissional de quase 327 milhões de pessoas. Não obstante medidas de distanciamento social sejam necessárias para proteger a saúde física, menos se sabe sobre o impacto de tais medidas na saúde mental, em relação à qual uma revisão rápida do impacto psicológico da quarentena constatou que tais medidas estavam associadas a altos níveis de sofrimento psicológico, incluindo sintomas de estresse pós-traumático, confusão e raiva, alta prevalência de mau humor e irritabilidade.

Dessa forma, o estudo procurou investigar as mudanças nas buscas sobre saúde mental no Google entre 16 e 23 de março de 2020, em cada estado dos Estados Unidos e em Washington, DC. Especificamente, averiguou as mudanças diferenciais nas consultas sobre saúde mental com base em padrões de atividade de pesquisa, após a emissão de ordens de permanência em casa nesses estados, em comparação com todos os outros estados, para impedir a transmissão da COVID-19.

Foram analisados mais de 10 milhões de consultas na Internet, usando modelos mistos aditivos generalizados, e os resultados sugeriram que a implementação de ordens de permanência em casa está associada a um achatamento significativo da curva para buscas por ideação suicida, ansiedade, pensamentos negativos e distúrbios do sono, com o achatamento mais proeminente associado à concepção suicida e à ansiedade.

Concluindo, esses resultados indicam que, apesar da diminuição do contato social, as consultas sobre saúde mental se ampliaram rapidamente antes da emissão das ordens de fique em casa, e que essas mudanças se dissiparam após o anúncio e a promulgação dessas ordens. Embora mais pesquisas sejam necessárias para verificar os efeitos sustentados, as respostas identificadas preconizam que os sintomas de saúde mental foram associados a um nivelamento imediatamente após a ordem de ficar em casa.

Por fim, ressalta-se que a falta de comunicação clara dos governos com seus cidadãos pode aumentar a incerteza, que pode ser um fator-chave para angústia, revelando que uma ação governamental aberta pode reduzir o sofrimento psicológico, segundo os autores. No entanto, nenhum dos estudos incluídos nesse trabalho avaliou o sofrimento psicológico imediatamente antes e após a realização de uma quarentena.

Apesar dos muitos pontos fortes da pesquisa, também existem questões sem resposta, como o achatamento desses surtos nas buscas de sintomas de saúde mental ser de curta duração ou se as ordens de permanecer em casa por um longo prazo resultaram em um amortecimento permanente desses sintomas. Assim, enfatiza-se nesse artigo que mais pesquisas são necessárias para estudar os impactos da COVID-19 sobre a saúde mental e sobre as decisões e ações governamentais relacionadas à COVID-19 durante este período.

Como o público e o governo na China se envolveram nas comunicações relativas à evolução da epidemia de COVID-19?

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Engajamento público e capacidade de resposta do governo nas comunicações sobre a COVID-19 durante o estágio inicial da epidemia na China: estudo de infodemiologia sobre dados de mídia social

BERMUDES, Priscilla Mara

LIAO, Qiuyan; et al. Public engagement and government responsiveness in the communications about COVID-19 during the early epidemic stage in China: infodemiology study on social media data. Journal of Medical Internet Research, v. 22, n. 5, May 2020. DOI:10.2196/18796. Disponível em: https://www.jmir.org/2020/5/e18796/

O artigo investigou o envolvimento do público e a capacidade de resposta do governo nas comunicações sobre a COVID-19 durante o estágio inicial da epidemia, com base em uma análise de dados da Sina Weibo, uma importante plataforma de mídia social na China.

A pesquisa revela que a comunicação eficaz de surtos, particularmente no estágio inicial, torna-se extremamente importante para lidar com o medo excessivo do público, promovendo a conscientização de riscos, capacitando o público a tomar ações protetoras e ganhando confiança do público.

A metodologia aplicada nesse estudo foi a análise de dados da plataforma Sina Weibo, no qual identificaram-se informações relevantes sobre a COVID-19, no período de 01 de dezembro de 2019 a 31 de janeiro de 2020. Dados de engajamento (curtidas, comentários, compartilhamentos e seguidores) de postagens de contas de agências governamentais foram extraídos para avaliar o engajamento público com postagens do governo on-line.

As análises de conteúdo foram realizadas para um subconjunto aleatório de 644 publicações de contas pessoais de indivíduos e 273 publicações de 10 contas de agências governamentais relativamente mais ativas e da Comissão Nacional de Saúde da China para identificar os principais conteúdos temáticos nas discussões on-line. A análise de classe latente explorou ainda mais os principais padrões de conteúdo e o qui-quadrado de Pearson examinou como as proporções dos principais padrões de conteúdo mudavam com o tempo no período de estudo.

A resposta pública à COVID-19 pareceu seguir a disseminação da doença e das ações do governo, mas foi mais cedo para o Weibo do que o governo. Os usuários on-line geralmente tiveram pouco envolvimento com publicações relevantes para a COVID-19 de contas de agências governamentais. Os padrões de conteúdo comuns identificados em postagens pessoais e governamentais incluem o compartilhamento de situações epidêmicas; conhecimento geral da nova doença; e políticas, diretrizes e ações oficiais.

A conclusão do artigo desvela que o público pareceu responder mais cedo ao surto de COVID-19 on-line do que agências governamentais e o uso das mídias sociais pelas agências governamentais chinesas para a comunicação de surtos permaneceu limitado ao fornecimento de conhecimento e informação ao público.

À medida que a epidemia evoluiu, o público diminuiu o interesse em mensagens relacionadas a fatos, mas tornou-se mais empático com as pessoas afetadas e tendia a atribuir culpa a outros indivíduos ou ao governo. A tendência de atribuir cada vez mais culpa a outros indivíduos ou ao governo pode forçar o governo chinês a buscar responsabilização e refinar o sistema de compensação para as pessoas afetadas.

Ao passo que mais pessoas são afetadas, o governo pode adotar um estilo de comunicação mais empático para lidar com a resposta emocional pública, devendo monitorar de perto os dados de mídia social para melhorar o tempo das comunicações sobre uma epidemia.

Como os profissionais de saúde buscaram informações sobre COVID-19 e sobre quais conteúdos?

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Cobertura de informações sobre saúde por diferentes fontes nas comunidades: implicação para a resposta epidêmica da COVID-19.

MORAES, Margarete

TRAN, Bach X. et al. Coverage of health information by different sources in communities: implication for COVID-19 epidemic response. Int. J. Environ. Res. Public Health, v.17, n.10, p.3577, may. 2020.[Special Issue COVID-19 Global Threat: Information or Panic] doi: 10.3390/ijerph17103577. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32443712

O artigo é um estudo sobre o uso de fontes de informações e conhecimentos sobre COVID-19, acessadas por profissionais de saúde do Vietnã. O estudo argumenta que aumentar o conhecimento e o nível de informações dos profissionais de saúde sobre a doença é uma das estratégias para ajudar a combatê-la.

A segurança sanitária do Vietnã esteve ameaçada pelo compartilhamento de fronteira com a China, o primeiro epicentro da COVID-19. Com isso foi necessário que o país se organizasse para a prevenção da doença e pudesse responder de forma coordenada para extinguir a epidemia eficazmente.

Todos os países, na luta contra a COVID-19, estão enfrentando dificuldades com os recursos humanos, seja pelo quantitativo insuficiente, seja pela falta de conhecimento dos profissionais de saúde sobre a doença.

Este estudo objetivou identificar quais fontes de informação da COVID-19, e seu conteúdo, eram acessados por profissionais de saúde e agentes comunitários no Vietnã.

A rapidez com que a COVID-19 se espalhou pelo mundo e a ignorância sobre ela fizeram aumentar o nível de busca de conteúdos.  E para tentar compreendê-la e combatê-la, muito conteúdo foi produzido, alguns frutos de pesquisas científicas, mas outros meras especulações. Assim, observa-se diversidade de fontes de informação na Internet e nos meios de comunicação. O problema é que nem todas as fontes de informações são confiáveis.

Para os profissionais de saúde, que estão na linha de combate desta doença, o acesso a informações e conhecimentos confiáveis e de qualidade é crucial para melhor prevenir e controlar a COVID-19.

Este é um estudo transversal, utilizando pesquisa baseada na web, entre janeiro e fevereiro 2020, aprovado por comitê científico e vinculado a um projeto de pesquisa geral sobre a resposta epidêmica à COVID-19 no Vietnã.

Através de critérios de inclusão, foram recrutados 604 participantes médicos, agentes de saúde e estudantes de medicina. Os participantes responderam a um questionário eletrônico que os indagava sobre quais fontes se informavam sobre a COVID-19. Também foi indagado se os conteúdos acessados eram clínicos, de prevenção ou de responsabilidades.

Foram utilizados aplicativos de mineração de dados e técnicas específicas de análise estatística.

Setenta por cento (70%) dos participantes eram do sexo feminino.

86,4% dos participantes moravam em áreas urbanas.

87,7% eram solteiros.

15,2% dos participantes acessavam informações sobre COVID-19 em aulas nas universidades; 13,7% na Internet (jornais online, redes sociais, etc.); 11,7% em rádio/televisão; 8,3% em treinamentos nos locais de trabalho; 8,1% nos jornais impressos; 8,0% com parentes.

O restante ficou pulverizado entre clubes, vizinhos, associação de bairros, entre outros.

Sobre a classificação dos conteúdos acessados, 75,7% acessavam sobre a patologia da doença; 66,3% sobre as seqüelas físicas; 63,3% sobre tratamento e controle.

O restante ficou pulverizado entre responsabilidades dos indivíduos, comunidades e governos, políticas públicas, entre outros.

O  estudo mostrou as diferenças no acesso às informações da COVID-19 e a variedade de fontes acessadas entre os profissionais.

Quanto ao conteúdo acessado, a maioria dos participantes já conheciam a clínica e as características patogênicas da COVID-19, mas não conheciam sobre políticas e regulamentos estabelecidos pelo governo ou estabelecimentos que trabalhavam.

Os canais mais bem avaliados pelos participantes foram os meios de comunicação de massa e a educação por pares. As descobertas fornecem evidência para formular programas de treinamento e atividades de comunicação para aumentar a capacidade dessas pessoas em responder rapidamente à epidemia COVID-19.