Evidências Covid 19

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Quais as implicações éticas e sociais dos testes de anticorpos relativos à COVID-19?

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O direito de saber: implicações éticas dos testes de anticorpos para profissionais de saúde e implicações sociais negligenciadas

BERMUDES, Priscilla Mara

VAKHARIA, Kunal. The right to know: ethical implications of antibody testing for healthcare workers and overlooked societal implications. Journal of Medical Ethics, v. 22, n. 6, p. e20021, Jun. 2020. DOI: 10.1136/medethics-2020-106467. Disponível em:  https://jme.bmj.com/content/early/2020/06/03/medethics-2020-106467

Este trabalho aborda a questão ética dos profissionais de saúde, em relação aos testes de anticorpos do coronavírus (COVID-19), com o objetivo de destacar a necessidade de aconselhamento apropriado, tanto em nível pessoal com cada paciente, como também em nível global.

O surto da COVID-19 foi tratado de forma diferenciada em cada país e, com o advento do teste de anticorpos, tal constatação se evidencia ainda mais significativamente. Não obstante muitos profissionais discutam os méritos potenciais do teste de anticorpos como um passaporte de imunidade para permitir que a economia reinicie seu fluxo, há outras implicações que estão no centro do debate bioético e que são frequentemente negligenciadas.

Nesse sentido, existem muitas incertezas e apenas o discurso dos anticorpos pressupõe informações erradas que podem superar os benefícios epidemiológicos dos testes de anticorpos da COVID-19.

A pesquisa faz uma breve analogia do comportamento dos profissionais de saúde e dos pacientes referente aos testes de anticorpos de HIV e de COVID-19, em relação aos quais a priori o intuito de ambos os testes seria fornecer informações aos pacientes focando no compartilhamento de informações com a finalidade de motivar uma mudança de hábitos.

Contudo, observa-se um desafio relativo aos testes de anticorpos da COVID-19, particularmente na comunidade médica e nas linhas de frente, quando a acepção permanece em torno da ideia de imunidade do rebanho e do uso desses testes para determinar onde as pessoas trabalham e a concepção extrapolada de garantia de proteção, podendo ocasionar consequências severas.

Concluindo, o estudo informa que os profissionais de medicina e da saúde são moralmente obrigados não apenas a servir seus pacientes e sua comunidade, mas certificar que eles compreendam completamente as ramificações de qualquer resultado de teste. Esse padrão moral de educação apropriada é essencial para permitir a autonomia contínua necessária durante essa pandemia.

Além disso, com um conhecimento limitado sobre o significado do teste de anticorpos relativo à COVID-19, no momento é difícil usá-lo para estratificar o trabalho em um ambiente de assistência médica ou usá-lo para qualquer fim além dos estudos epidemiológicos sobre a propagação da doença.

Quais as principais fontes de informação disponíveis sobre COVID-19 e como elas ajudam as pessoas a aumentar sua autoconfiança para lidar com o problema?

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Fontes de informação relacionadas a COVID-19 e a relação com confiança nas pessoas lidando com COVID-19: estudo de enquete no Facebook em Taiwan

MORAES, Margarete

Wang,  PW. et al. COVID-19-related information sources and the relationship with confidence in people coping with covid-19: facebook survey study in taiwan. Journal of Medical Internet Research, v. 22, n. 6 p. e20021, jun. 2020. doi: 10.2196/20021. Disponível em:  http://www.jmir.org/2020/6/e20021/

O artigo, a partir da premissa de que as pessoas obtêm informações sobre a COVID-19 na Internet, argumenta que a compreensão dos fatores relacionados a essas fontes de informação ajuda os profissionais de saúde e governos a educarem as pessoas para a sua prevenção e controle.

Devido ao intenso fluxo de pessoas com a China, foi previsto que Taiwan teria um alto índice de contaminados pela COVID-19. Entretanto, a sua experiência com a síndrome respiratória aguda (SARS) em 2002/2003 fez com que cidadãos estivessem vigilantes para prevenir a nova doença.

A Internet é o canal mais popular de informações sobre prevenção de doenças acessado em Taiwan. Concomitante a isso, a produção de conteúdos sobre a COVID-19 aumentou consideravelmente.

Este estudo objetivou examinar quais as principais fontes de informação sobre COVID-19 estão disponíveis e quais estão relacionadas à autoconfiança das pessoas no enfrentamento da COVID-19 em Taiwan.

Informações precisas e confiáveis na Internet, apesar de serem difíceis de obter, são fundamentais para prevenir e curar a doença, tanto para os profissionais de saúde, como para o público leigo.

A mídia tradicional também é importante fonte de informação durante surtos de doenças. Contudo, a exposição repetida da crise sanitária da mídia eleva respostas de ansiedade e estresse entre as pessoas.

Como as pessoas obtêm informações sobre a COVID-19 de várias fontes, entendê-las ajudaria no desenvolvimento de sistemas de entrega de informações transparentes e eficazes, para aumentar a autoconfiança delas em lidar com a pandemia.

Este é um estudo transversal, aprovado em Comitê de Ética em Pesquisa, onde os participantes foram recrutados através de um anúncio no Facebook entre 10 e 20 de abril de 2020. Os critérios de inclusão eram: ser usuário do Facebook, ter idade igual ou superior a 20 aos e ser morador de Taiwan.

Os 1904 participantes voluntários foram indagados sobre quais fontes de informação acessavam sobre COVID-19, sua preocupação com COVID-19 e sua autoconfiança para lidar com a doença. Dados sobre sexo, idade e escolaridade também foram coletados.

Foram utilizados aplicativos de mineração de dados e técnicas específicas de análise estatística.

A maioria das pessoas de Taiwan confiava na Internet para obter informações sobre a COVID-19. Muitos participantes também usaram uma variedade de fontes de informação. Essa variedade foi associada ao sexo, idade e ao nível de preocupação com a COVID-19. Para os profissionais de saúde, o uso de lições formais como fonte de informação foi significativamente associado a uma melhor autoconfiança no enfrentamento da COVID-19. A associação significativa entre o recebimento de informações de mais fontes e maior autoconfiança foi encontrada apenas em trabalhadores da saúde.

Os autores admitem que os usuários do Facebook podem não ser representativos da população de Taiwan. O estudo revelou que quanto mais preocupação com a doença mais as pessoas variam as fontes de informação acessadas e com isso se sentem mais autoconfiantes para lidar com a doença. Profissionais de saúde são mais autoconfiantes em lidar com a COVID-19.

A desinformação sobre o COVID-19 ainda é grande, especialmente nas mídias sociais, apesar do Ministério da Saúde e Bem-Estar de Taiwan ter feito esforços para dissipar informações incorretas.